Minhas lembranças com a leitura e
a escrita são sempre muito doces por ter sido uma fase inocente e gostosa da
vida. O primeiro livro que ganhei de uma vizinha querida foi “O Patinho feio”.
Obra linda, letras fáceis para visualizarmos e cheia de ilustrações trazendo
passo a passo da transformação do patinho. Eu não sabia ler, mas me lembro que
meus pais leram diversas vezes e eu adorava. Certamente a leitura
interpretativa dessa linda história me incentivou e enriqueceu à minha
autoestima.
Na
pré-escola ainda em processo de familiarização, um fato marcou minha trajetória
com a leitura. Deveríamos desenhar o nosso rostinho, assim fiz a minha
interpretação de como me via, sentia ou talvez como eu gostasse de ser. Recebi
a minha atividade com várias observações reprovando minha interpretação, com
círculos enormes. Entristeci, mas não desisti de sonhar e usar a minha
imaginação. Logo ganhei "O Pequeno Príncipe" e a ansiedade de
devorá-lo me animou e me empenhei na aprendizagem.
No
Ensino Fundamental, vivi as melhores emoções com a leitura e a escrita sem
dificuldades, conhecia a letras, estudei no SESI e com professoras
maravilhosas. Nas séries iniciais como a maioria, fui alfabetizada com a
cartilha “Caminho Suave”. Lembro-me do livro “Viva a liberdade” como primeiro
lido, independente. um livro aberto. Mais tarde, mergulhei na série Vagalume
que foram repassados de geração para geração, li vários títulos da coleção,
especialmente de suspense: “O cadáver ouve rádio” e “O mistério do cinco
estrelas”. Finalizando a fase de formação leitora: a trilogia do livro “O
Estudante”, que é bem realista com problemas sociais e atuais e que os jovens
estudantes se identificam.
Nesse
meio, o interesse em desabafar em palavras se faz único e necessário, segredos
que só ele podia saber, por mais bobos que fossem, mãe e amigas jamais. Somente
o “Meu querido diário”. E nos anos seguintes mudava o nome e os códigos,
mas por meio da escrita expressávamos nossas emoções intimamente, com ternura.
Hoje, com os sites de relacionamento a vida está exposta como um livro aberto e
as coisas gostosas da vida perdendo a graça e a vez.
Pouco
mais tarde o gosto pela literatura se destaca, no curso de magistério e letras
vemos muitas obras clássicas, fazemos muitas produções textuais e nos apegamos
a um gênero ou tipo de texto específico, porém trabalhamos todos em sala de
aula. Valorizar tudo o que os nossos alunos produzem é incentivo, frustrá-los
com uma avaliação radical é um erro. A crítica faz parte mas precisamos
respeitar as ideias e criatividade de cada um.
Oi, Glauce
ResponderExcluirdescoberta gostosa esta de criar, não? Parabéns pelo blog, adorei!
muito gostoso... Obrigada, também adorei o blog de vocês, um charme!
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